Cultura como investimento: estudo da FGV analisa efeitos econômicos da Lei Rouanet
Cultura como investimento: estudo da FGV analisa efeitos econômicos da Lei Rouanet

Vanderlei Tenório, 16 de janeiro de 2026
A Lei Rouanet, frequentemente alvo de debates públicos e disputas narrativas, passa a ser analisada com base em dados consolidados a partir da Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, lançada no dia 13, em São Paulo, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) (confira o lançamento aqui).
Encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), o estudo apresenta o levantamento mais amplo já realizado sobre os efeitos econômicos e sociais do principal mecanismo de incentivo à cultura no Brasil desde a sua criação, há 34 anos.
A pesquisa adota uma abordagem estrutural da economia da cultura, tratando os projetos incentivados não como ações isoladas, mas como partes de uma cadeia produtiva complexa, que envolve criação artística, serviços técnicos, logística, comunicação, turismo, comércio e arrecadação tributária.
Com base em metodologias internacionais utilizadas na mensuração da economia criativa, o levantamento aponta que, para cada R$ 1 investido por meio da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornam para a economia e para a sociedade, índice de alavancagem que posiciona a política cultural entre os instrumentos públicos de maior retorno econômico proporcional.
Os dados referentes a 2024 ajudam a dimensionar esse impacto. No período, cerca de R$ 3 bilhões foram captados por meio da Lei Rouanet, viabilizando a execução de 4.939 projetos culturais, apresentados por 3.154 proponentes distribuídos por todas as regiões do país. Esses projetos movimentaram aproximadamente R$ 27,5 bilhões na economia brasileira, considerando impactos diretos, como pagamentos a artistas, técnicos e fornecedores, e impactos indiretos, relacionados ao consumo induzido e à ativação de setores complementares.
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